Quando o seu Filho Não Consegue Aquilo que
Quer!

 http://blog.autismtreatmentcenter.org/2011/03/your-child-not-getting-what-they-want.html

Tal como foi pedido por
um Pai The Son-Rise Program®. Aqui ficam algumas coisas a fazer quando o seu
filho com autismo não consegue aquilo que quer e por isso choraminga, chora ou
de alguma forma mostra que está infeliz.

O exemplo que este pai deu foi que quando alguém entra no playroom onde está o filho dele, se não for a Mãe, a criança fica
ao pé da porta a chorar e a querer sair.

Eu sei que isto acontece muitas vezes, por isso aqui ficam algumas ideias do
que fazer quando isto acontece. Isto também se aplica a outros cenários e
limites que estabelece ao seu filho, tais como quando ele quer deitar o seu creme
de corpo caríssimo pelo lavatório abaixo, quando quer comer um pacote inteiro
de bolachas, ou quando quer brincar com água e está a entorná-la toda sobre o
seu tapete novo.

1) Saiba quais são os seus limites. NoThe Son-Rise Program®, temos determinados limites que por vezes
precisamos de estabelecer às nossas crianças. Os nossos limites são estes: A
porta
(a porta do playroom está
sempre trancada). Segurança (quando uma das nossas crianças
não está em segurança e tenta fazer algo que não é saudável para ele ou que é
perigoso, tal como beber água da sanita ou subir sobre um rebordo alto). Destruição
dos materiais
(e.g. desenhar nas paredes, rasgar livros, etc.).
Estabeleça claramente o que quer manter como limites e o que quer permitir que
o seu filho faça e garanta que toda a equipa está ciente e convencida do mesmo.

2) Não faz mal não conseguir o que se quer. Nós sabemos que
você ama e quer o melhor para o seu filho! Amar e querer o melhor para ele não
é dar-lhe o que ele quer a todo o momento. Ele vai viver a vida e parte da
aprendizagem da vida é que por vezes não se consegue aquilo que se quer e há
que encontrar formas de lidar com isso calmamente e com à-vontade. Ao suster
esta crença, manter-se-á forte na sua atitude enquanto o ajuda a fazer esta
aprendizagem.

3) Seja um modelo de como atuar. Quando está no playroom ou em casa e as coisas não
correm como gostaria, concentre-se em manter-se calma e à-vontade para o
inspirar (e.g. se hoje não ganhou a lotaria, dê-se os parabéns por ter tentado
de qualquer maneira, se no playroom tentou
apanhar a bola e não conseguiu, explique que não faz mal tê-la deixado cair e
que pode sentir-se feliz à mesma).

4) Use Explicações. Docemente explique ao seu filho que mesmo
que ele chore, a porta não será aberta / você não lhe dará mais bolachas / vai
ajudá-lo a descer da prateleira / se continuar a rasgar o livro vai pô-lo de
volta na prateleira porque os livros são para ler.

5) Atue a partir de um lugar de amor! Não faz mal se o seu
filho se sentir infeliz, isso não lhe fará mal! Você está a fazer uma coisa
maravilhosamente amorosa e que o ajuda ao demonstrar-lhe que não faz mal que
ele chore, grite, choramingue, etc., e que o ama de qualquer maneira.

6) Experimente! Usando o exemplo da porta, se já tentou
explicar, brincar com a porta, oferecer lentamente outras coisas que estão na
prateleira, etc. e ele continua a chorar à porta. Tente ir sem alarido para o
canto do quarto, com a sua energia e atenção direcionadas para longe dele.
Explique que irá brincar sozinha e que ele pode juntar-se a si quando estiver
pronto. Arranje uma atividade para si (tal como fazer um desenho ou ler um
livro) e vire-se para outro lado. Dê-lhe muito espaço ao fazer isto e mantenha
a sua energia silenciosa e baixa. A ideia não é distraí-lo mas permitir-lhe que
se acalme e que a sua felicidade não vai ser alterada pelo facto de ele estar a
fazer isso.

7) Seja consistente. Se houver uma única pessoa que cede e abre a porta
ou olhe dá o que ele quer enquanto chora, então ele continuará a fazê-lo com
benefício para ele. Garanta que não há “elos fracos” na sua corrente.

Divirta-se!

Becky Damgaard

Son-Rise Program® Teacher