Como podemos ajudar o seu filho a dormir à noite – Parte 1

Questões de sono são uma preocupação muito frequente dos pais de crianças no Espectro do Autismo.
Se o seu filho não dorme durante a noite, não se deita tão cedo quanto você desejaria, ainda dorme na sua cama, ou qualquer outra versão do mesmo e você está ansioso pela mudança – por favor continue a ler!

O primeiro sítio a verificar quando ajuda o seu filho com questões de sono é a consistência das suas rotinas nocturnas. Analisar esta rotina funciona em primeiro lugar por permitir compreender o que poderá estar a acontecer na rotina do seu filho (ou falta dela). Sendo os seres espantosos, espertos, capazes como são, as nossas crianças não fazem nada que não lhes seja útil a um nível qualquer. Portanto, queremos olhar para a situação com os nossos óculos de detective postos e descobrir o que é que os nossos filhos podem estar a ganhar com esta experiência (n.t. de não dormir) pela forma como lhes reagimos a eles e às suas dificuldades em dormir. Por isso pergunte a si mesmo:
“O que é que eu faço quando o meu filho acorda durante a noite?”
“Como é que eu reajo quando ele chama por mim?”
“Como é que me sinto?”
“Mantenho-me calma e descontraída?”
“Estabeleço os meus limites e mantenho-me firme neles?”
“Acalmo o meu filho em vez de lhe permitir que encontre uma forma de se acalmar a si próprio?”
“Estou tão cansada e frustrada que me sinto vencida e trago o meu filho para a minha própria cama outra vez, noite após noite?”

Faça-se a si mesmo perguntas sobre a situação para encontrar o que é que está a funcionar que faz com que o seu filho se mantenha nesta cena.
Ao fazer isto, por favor aperceba-se de que você sempre teve a melhor das intenções! Você está a fazer o melhor que pode e por vezes pode ser mais fácil acomodar o seu filho a meio da noite porque poucas horas de sono são melhores que sono nenhum… certo?
Bem, o que se passa é o seguinte, o nosso filho passa então a associar que quando chora nós entramos em cena. Esta torna-se uma forma fácil para ele de comunicar considerando que para a maior parte das crianças no Especto do Autismo a comunicação é um desafio.