Lembre-se destas 3 palavras se alguém olhar para si durante uma crise

Alguma vez esteve perante um olhar ou comentário desagradável?
Nem consigo dizer quantas famílias conheço que lidam com este problema.

Normalmente começa assim: você e o seu filho estão a passear num lugar público como um supermercado ou estão numa fila de um banco quando, de repente, o seu filho tem uma crise. Imediatamente, um desconhecido pensa para si mesmo que o seu filho está a fazer uma “birra” ou que é uma criança “mal comportada” que precisa de se comportar.

Depois, esses mesmos desconhecidos podem fazer um comentário direcionado aos pais sobre como é que permitem que o seu filho se comporte daquela maneira. Como são “maus” pais por educar uma criança “mal comportada”. Mesmo que não haja um comentário, muitas pessoas podem olhar quer seja diretamente ou através de um segundo olhar à família e expressarem os mesmos sentimentos através da sua linguagem corporal. Outras talvez sussurrem aos seus amigos e à sua família sobre o que está a acontecer.

Se alguma vez esteve perante um dos cenários acima mencionados, quero que hoje se lembre de uma coisa: não é você.
Quer seja por ignorância ou simplesmente por as pessoas serem desagradáveis, não há maneira de saber quando uma situação como esta poderá acontecer, especialmente num lugar público.
Os meus pais tiveram de lidar com isto enquanto crescia com autismo.

Gostava de gritar, chorar, dar socos, pontapés e prantear sempre que uma situação me levava para um lugar de exaustão. Quando essas situações aconteciam, posso lembrar-me dos olhares postos na minha direção. Muitas pessoas, que não têm filhos com necessidades especiais, acham que os outros pais deveriam “controlar” os seus filhos quando isto ocorre.
Embora, quando por vezes uma crise acontece, o melhor que pode fazer é estar lá para o seu filho e aguardar.

Esses dias magoam, mas com cada um daqueles olhares e comentários vieram momentos de pura alegria que a minha família e eu nunca demos por garantidos.
Aprendi a adaptar-me à situação, tal como os meus pais fizeram durante a minha adolescência. Por isso, para aqueles que estão a ler, acreditem em alguém que já esteve perante esses olhares e comentários. Não julguem o que não percebem.

The Mighty