Começar de Novo

O que acreditamos sobre as pessoas que nos são mais próximas pode determinar como agimos com elas e as oportunidades que lhes oferecemos. Isto é particularmente verdade com os nossos filhos. É fácil tornarmo-nos complacentes em relação ao quão bem conhecemos os nossos filhos. Afinal de contas, conhecemo-los a vida toda e conseguimos prever como cada um deles filhos reage a certas situações, acertando muitas vezes. Assim, usamos isto como prova de que aquilo em que acreditamos sobre eles é verdadeiro. No entanto, os nossos filhos mudam e crescem todos os dias.

Aqui, no Autism Treatment Center of America, acreditamos que os pais são o melhor recurso que uma criança tem e as melhores pessoas para ajudar os filhos. Uma das primeiras coisas nas quais ajudamos os pais é a olhar para a criança com novos olhos, como se nunca a tivessem visto antes, e deixar de lado quaisquer ideias e crenças preconcebidas sobre o que a criança fará ou não.

Quantas vezes disse sobre o seu filho, “Oh, ele não vai fazer isso”, “Oh, ele não gosta de chapéus”, “Oh, ele não sabe desenhar”, ou “Ele não vai querer comer isso”? Talvez tenha tido indícios de que, anteriormente, ele não tenha feito essas coisas, mas esses indícios transformaram-se em factos sólidos e, agora, imutáveis.

No Programa Son-Rise Intensive, temos uma família maravilhosa com a sua filha com autismo, de 8 anos. Disseram-nos que ela não gosta de legumes e que não os come, que não comia uma cenoura desde os 18 meses de idade. Segunda-feira, à hora do almoço, o nosso talentoso facilitador infantil, Kim Korpady, ofereceu-lhe uma cenoura. O Kim não sabia que ela não gostava de cenouras e pensava, claro, que ela a iria comer – e ela comeu! Depois comeu outra, depois outra, depois um pouco de pepino e depois alguns feijões verdes!!

Como a família pensava que ela não comia vegetais, não lhos dava, apesar de ter havido uma mudança clara. Pense em algo que não tem dado ao seu filho recentemente só porque já teve a experiência de ele não gostar – e dê-lhe isso novamente.

Se eles o fizerem – aplauda-os; Se não o fizerem, faça com que ele experimente novamente dentro de alguns dias e outra vez depois de mais alguns dias – não desista. Mantenha a sua mente aberta à crença de que, um dia, o seu filho pode querer experimentar essa atividade, seja ela qual for.

Talvez hoje seja o momento em que o seu filho decide tentar.

Divirta-se a oferecer momentos aos seus filhos adoráveis.

Com muito amor,
Kate

 

Fonte: https://goo.gl/X8a2D1

Traduzido por: Sara Pereira