Quão controlador é?

 

Na semana passada, a minha melhor amiga Holly veio de Inglaterra para passar a semana em minha casa. Tirei uma semana do trabalho e tivemos uma fantástica semana de conversa, praia e relaxamento juntas.

Eu sempre soube que era um pouco controladora no que tocava à minha cozinha, mas na semana passada tomei consciência da minha necessidade de controlar o que acontece e a forma como tudo é feito nela. Às vezes, dava comigo a verificar se a minha amiga tinha usado o pano adequado para limpar as superfícies e se tinha espremido a esponja ou, por outro lado, a tinha deixado ensopada na pia. Algumas das vezes, cheguei a voltar a empilhar a loiça na máquina à minha maneira.

Explorei este assunto com a minha amiga, por vezes rindo e brincando com a situação e, outras vezes, procurando encontrar as crenças por detrás das minhas ações e as razões do porquê de eu ter escolhido ser assim. Neste processo, descobri algumas coisas:

Primeiro, descobri que acreditava que a maneira como eu fazia as coisas era a mais lógica para mim, a mais segura e a mais saudável (p.e: “Claro que se espreme a esponja quando se termina de lavar a loiça, caso contrário ela retém as bactérias e ganha cheiro, havendo necessidade de trocar de esponja com maior regularidade” ou “Preciso de encaixar mais loiça na máquina para aumentar a produtividade”, etc.).

Em segundo lugar, percebi que há muitas coisas inúteis ou impossíveis de controlar na minha vida (p.e: no trabalho, não posso estar no controle porque faço parte de uma equipa e isso não seria eficaz; além disso, ensino pais a desapegarem-se dos resultados e a escolherem ser felizes mesmo quando não têm controle, daí eu querer ser um modelo para aqueles que ensino). Também não posso controlar a minha relação, porque já vi que isso leva a discussões e afasta-nos um do outro em vez de trabalharmos juntos para o mesmo objetivo. A única coisa que posso controlar na minha vida é a minha própria cozinha, como é gerida e o que se passa nela!

Também reparei que quando sou controladora, as pessoas afastam-se e não recebo ajuda naquilo em que preciso. Como estou grávida de quase 6 meses, a Holly estava a ser útil ao fazer algumas tarefas por mim, aliviando a minha carga de trabalho. Quando fui controladora, ela parou de oferecer ajuda, o que, a longo prazo, se tornou ineficaz, porque atualmente eu preciso de toda a ajuda que me possam oferecer. Então, decidi criar algumas novas ideias à volta disso.

  1. Livrar-me da necessidade de controlar significa que estou livre para confiar plenamente nos que me rodeiam.
  2. Toda a gente tem formas diferentes de fazer as coisas, cada um tem as suas próprias razões que fazem sentido para si; a minha forma de fazer as coisas não é necessariamente melhor, apenas diferente.
  3. A minha vida será mais fácil e mais relaxada e divertida se me livrar da necessidade de controlar!
  4. Ter necessidade de controlar significa que há um julgamento de como os outros fazem as coisas. Eu quero viver livre desses julgamentos tanto quanto possível.

Adoraria ouvir as vossas histórias sobre as coisas que sentem necessidade de controlar na vossa vida.

Com amor,

Becky

Fonte:  https://goo.gl/JmL8tx

Traduzido por: André Gomes