7 dicas para incluir crianças com autismo em eventos familiares

A família extendida pode ser mais desafiante do que o autismo.

Se é o pai ou a mãe de uma criança com autismo que procura uma forma de ir a reuniões de família sem comentários negativos, críticas ou maus conselhos, não está sozinho. Felizmente, não é difícil entender por que razão o autismo pode fazer alguns familaires desconfortáveis e é mais fácil planear as reuniões de família de uma forma que os pais, a criança e a família extendida possam todos aproveitar a experiência.

Por que razão o autismo pode ser difícil para a família

Há várias razões que explicam o porquê das famílias não saberem lidar com autismo, especialmente se não tiveram experiência anterior. Algumas das razões são compreensíveis, outras podem ser perturbadoras, frustrantes ou até podem provocar zangas. Aqui estão apenas algumas das razões mais comuns para o desconforto dos familiares:

  • A maioria dos adultos responde com ansiedade ou incerteza às diferenças na comunicação social. Somos treinados para esperar respostas específicas, e quando não as recebemos ficamos inquietos. Diferenças mais significativas (uma criança não-verbal, por exemplo) pode criar muita ansiedade. Esta inquietação pode até ser subconsciente, e os familiares podem nem reconhecer o seu disconforto até lhes ser apontado.
  • Informações erradas sobre autismo. Mitos sobre autismo pode ser paralisantes. Algumas pessoas pensam que pessoas com austimo são contagiosas, agressivas ou que não conseguem sentir afeto. Estes mitos podem fazer com que os familiares se afastem de uma criança com autismo.
  • Comportamentos agressivos. Crianças com autismo que são agressivas podem assustar a família, que temem pela sua segurança e pela segurança dos seus filhos.
  • Embaraço. Alguns familiares ficam embaraçados por terem um familiar com uma perturbação. O constrangimento social são frequentemente considerados “fraquezas”.
  • Falta de vontade para acomodar as diferenças. Nalguns casos, os familiares podem sentir-se sobrecarregados quando questionados para fazer acomodações para familiares com diferenças. Têm de mudar as suas tradições e não ter a vontade de mudar.
  • Preocupações com erros. Alguns familiares com boas intenções podem preocupar-se em abordar a criança de forma errada e de a perturbar. Ao verem que a criança tem preferências muito específicas e que é facilmente afetada por mudanças na rotina, podem preferir não interferir e esperar que a criança vá ter com eles. Claro, podem não entender que crianças com autismo raramente abordam pela sua iniciativa.
  • Sentirem rejeição da criança com autismo. Por vezes, os familiares podem sentir-se rejeitados pela falta de resposta da criança às suas aproximações. Crianças com autismo raramente entendem que o abraço e o beijinho da avó têm intenções carinhosas e que devem ser aceites, pelo contrário, é provável que fujam do abraço inesperado e desconfortável. Quando isso acontece, a avó sente-se rejeitada e não quer repetir a experiência.

Como pais, podem sentir que o papel da família é perceber como receber uma criança, com autismo ou não. Mas se querem realmente que a família apoie a criança com autismo, ou que pelo menos se sinta confortável à volta deles, vão precisar de criar alguns apoios, tanto para a criança como para a família. Podem precisar de fazer algumas escolhas difíceis sobre quanto trabalho se vai dedicar ao processo.

Dicas para aproximar a família e a criança com autismo

Quer que a sua família conheça e goste da sua criança com autismo, mas teme as reações que alguns ou todos os membros da família tenham quando a sua criança se comporta com alguém com autismo. Felizmente, com algum planeamento, deve ser possível criar um ambiente inclusivo que funciona para todos. Aqui ficam algumas dicas para que resulte.

  1. Considerar a situação em que se vai envolver. Vale a pena a dor de trazer a criança a um casamento ou funeral? Se é provável que a criança faça uma birra ou tenha comportamentos que atraiam atenção, estes podem não ser os melhores momentos para a inclusão. Sim, é um membro da família e deve ser recebido por todos – mas em certas situações os sentimentos e necessidades dos familiares podem ser mais importantes. Pode ser possível incluir a criança com autismo na parte menos formal do evento (o copo de água, por exemplo), onde as expectativas e tensões são menores.
  2. Oferecer algum treino de autismo. Se os membros da família estão interessados em aprender, pode oferecer-lhes informação sobre o tipo de abordagens que resultam melhor. Para as pessoas que estão dispostas a aprender, vale a pena dedicar o tempo a ensiná-las.
  3. Conhecer a própria família e adequar as escolhas. A sua mãe pode tentar pressioná-lo a ficar com ela nas festividades, mas sabe que ela vai reagir mal se a sua criança fizer alguma coisa Com esse conhecimento, será melhor ficar num hotel perto e limitar a interação entre a criança e a avó. Ela pode não gostar disso, mas é melhor do que nunca ver a família!
  4. Planear uma saída rápida e graciosa. Muitas pessoas com autismo podem sentir-se muito afetadas por muitos barulhos, luzes, cheiros, ou exigências para a interação social. Conhecendo isto, faz sentido criar a oportunidade para uma saída elegante quando e se a criança revelar sinais de stress. Conte à sua família “Sim, podemos ir ao churrasco – mas pode ser que precisemos de sair mais cedo”. Se as coisas correrem melhor do que esperado, pode sempre mudar-se os planos e ficar.
  5. Saber como lidar com um momento difícil. Está a visitar a família na época das festividades e a sua criança está a mostrar sinais de estar perto de um afloramento. O que faz? Felizmente, falou com o anfitrião a tempo sobre um espaço calmo que possa usar neste tipo de situação. Dessa forma, pode sair com a criança quando for preciso, e voltar quando estiver pronto.
  6. Ter apoio em mãos. Há situações, tais como a visita a um restaurante, um parque temático, etc., em que é quase impossível ajudar uma criança com autismo lidar com o stress. Sabendo que esse é o caso, é sábio ter pelo menos um outro adulto que possa ajudar, seja ajudando a criança com autismo ou supervisando as outras crianças (ou adultos que exijam atenção) no grupo.
  7. Ter um plano para reduzir o seu próprio nível de ansiedade. Se é como muitas pessoas, quer que a sua família esteja feliz consigo, orgulhosa de si e confortável consigo e com o seu parceiro e crianças. Mas quando se tem uma criança com autismo, isso não é sempre possível. Pode sentir-se zangado, frustrado ou triste como resultado. Como vai desabafar? Saber que tem um lugar para ir com os sentimentos menos felizes pode ser o fator decisivo do sucesso de uma visita familiar.

 

Fonte: https://www.verywellhealth.com/including-kids-with-autism-in-family-events-259866

Traduzido por: Adriana Peixoto