Terapia Ocupacional & Autismo

Segundo a Associação Americana de Terapia Ocupacional, a terapia ocupacional é “um tratamento qualificado que ajuda os indivíduos a alcançarem independência em todas as facetas das suas vidas. A terapia ocupacional ajuda as pessoas a desenvolver as ‘habilidades para o trabalho de viver’ necessárias para vidas independentes e satisfatórias”.

Noutras palavras, os terapeutas ocupacionais trabalham com uma enorme variedade de competências e com pessoas de todas as idades. Como resultado, as abordagens dos terapeutas variam amplamente, dependendo do treino de cada terapeuta individual, áreas de interesse, local de trabalho e talentos pessoais. Em alguns casos, o TO cinge-se ao básico: ajudar pessoas a melhorar a escrita e concluir “tarefas da vida diária”, como abrir frascos, usar tesouras, entre outras. Muitos TO’s, no entanto, alargaram os seus interesses e competências para atender a uma ampla gama de necessidades dos clientes.

Como beneficia uma pessoa com autismo de terapia ocupacional?

No caso do autismo, os terapeutas ocupacionais (TO’s) expandiram amplamente a amplitude normal do seu trabalho. No passado, por exemplo, um terapeuta ocupacional poderia ter trabalhado com uma pessoa com autismo para desenvolver habilidades para caligrafia, abotoar camisas, amarrar sapatos e assim por diante. Mas os terapeutas ocupacionais de hoje, especializados em autismo, também podem ser especialistas em integração sensorial (dificuldade em processar informações através dos sentidos) ou podem trabalhar com os seus clientes em competências de jogos sociais e muito mais.

O que faz um terapeuta ocupacional pelas pessoas com autismo?

Terapeutas ocupacionais, é claro, trabalham com competências físicas. Na verdade, a escrita é um dos principais focos do trabalho do TO num ambiente escolar. Mas, para além disto, uma vez que as pessoas com autismo muitas vezes carecem de algumas das habilidades sociais e pessoais básicas necessárias para uma vida independente, os terapeutas ocupacionais desenvolveram técnicas para trabalhar com todas estas necessidades. Por exemplo, podem:

Fornecer intervenções de integração sensorial para ajudar a criança a responder apropriadamente à luz, som, toque, cheiros e outras informações. A intervenção pode incluir balançar, escovar, atirar bolas para um buraco e muitas mais atividades destinadas a ajudar uma criança a gerir melhor o seu corpo no espaço.

Facilitar atividades lúdicas que instruam e auxiliem uma criança a interagir e a comunicar com outras pessoas. Para o TO especializado no autismo, isto pode traduzir-se especificamente em terapias de brincadeira estruturadas, como Floortime, que foram concebidas para desenvolver competências intelectuais e emocionais, assim como físicas.

Elaborar estratégias para ajudar a transição individual de um ambiente para outro, de uma pessoa para outra e de uma fase da vida para outra. Para uma criança com autismo, isto pode envolver estratégias calmantes para gerir transições de casa para a escola; para adultos com autismo, pode envolver habilidades vocacionais, culinárias, entre outras.

Desenvolver técnicas e estratégias adaptativas para contornar os desafios aparentes (por exemplo, ensinar a digitação quando a caligrafia é simplesmente impossível.

Como encontrar um terapeuta ocupacional qualificado?

TO’s são frequentemente incluídos como parte de um programa abrangente de intervenção escolar ou precoce para crianças com autismo e podem ser contratados pelo distrito escolar. Além disto, os pediatras podem ajudar os pais a identificar programas de intervenção precoce disponíveis através do departamento de serviços sociais ou do departamento de saúde da cidade.

 

Fonte: https://goo.gl/vM7dk8

Traduzido por: Sofia Coelho